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Tag Archives: Trás-os-Montes

 

 

Crenças e Tradições do Barroso

 

No Domingo de Páscoa há a benção das casas. O Compasso é composto de homens que levam cestas para os ovos, açafates para as bicas de manteiga, cabazes para os pães-de-ló, a saca para o dinheiro. Enfeitam a casa, com lençóis do mais branco linho, com que escondem as misérias. Sobre uma mesa põem a oferta para o pároco. Os amancebados ou casados civilmente não têm visita da cruz, assim como os que não pagam ao pároco.

Padre António Lourenço Fontes, em Etnografia Transmontana – Crenças e Tradições do Barroso

 

 

FOLARES

 

(video RTP)

 

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O folar, fazendo parte do  ritual gastronómico pascal, é, em geral – segundo Sebastião Pessanha, num estudo etnográfico sobre a doçaria popular portuguesa -, um grande doce circular, ou ovalado, guarnecido com um ou mais ovos, meio embebidos na massa de trigo lêveda e resguardados por pequenos troços da mesma, rolados e colocados em grade.

Em certas regiões de Portugal, em especial no Nordeste transmontano, domina o folar gordo recheado com carne de porco, frango, vitela, presunto e salpicão.

 

 

 

 

Trás-os-Montes

 

 

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Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.

 

Francisco José Viegas, excerto de “Trás-os-Montes – Uma estrada no meio dos bosques”, dedicado a Manuel Hermínio Monteiro,  em “A Escrita dos Sítios”, Expresso, 11 de Novembro de 2000.

 

 

 

 

que seria da primavera

 

 

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nestas terras, sem as amendoeiras?

 

»»»*** tradução nossa de:

 

 

Flor de almendro, flor de un día
flor de delicado aroma.
Flor de almendro flor de un día,
el Duero a tus pies asoma.


[…]


¿que sería de la primavera en estas tierras, sin los almendros?


[…]


Trás-os-montes portugueses,
laderas de aceite y vino,
de almendros y naranjales,
de corazones amigos.


Marqués de los Mojones

 


São Martinho

no frio caloroso


sm 

 

ESPIGUEIRO

 

Trás-os-Montes 

 

 


Miranda do Douro

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A RAÇA ASININA DE MIRANDA

 


O burro de Miranda caracteriza-se pela sua estatura elevada. A sua pelagem é comprida e grossa, de cor castanha com gradações mais claras nos costados e face inferior do tronco. A cabeça é volumosa, com orelhas grandes, focinho curto e com a extremidade branca. O olhar é meigo, com olhos rodeados por um halo branco.

Às características de excepcional rusticidade, sobriedade, longevidade e polivalência que caracterizam os asininos, a raça asinina de Miranda acrescenta força e docilidade.

in folheto da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino

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Miradouro de São Gregório – Trás-os-Montes

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Pombal típico – Trás-os-Montes

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