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Tag Archives: poesia

 

Irreparável

 

à Mónica e ao Alexandre

 

 

porque não escrevi versos

quando meus filhos dormiam

no mesmo quarto

sonos que não se repetem?

olhava-os nas viagens

que suas mentes faziam

em sonhos separados

mas unidos pelo meu olhar.

mais valiosa,

porque não me preocupava com as suas respirações,

não tinha nada de prática a minha vigília

era pura e lúdica

só os olhava

e com tal amor

que me esqueci de escrever estes versos

em devido tempo

embora irreparável

– do que passou

não há registos –

faço fora de prazo esta declaração

de uma saudade grande

de um amor maior.

 

carlos peres feio, em podiamsermais

 

»»»*** Nota sobre a formatação: “Irreparável”, página 67 de podiamsermais, está, como todos os outros poemas do livro, alinhado à esquerda. 
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Toni Feio

 

(porque admiramos o Actor

porque lemos este post)

 

 

toni-feio-071

 

Tenho dez linhas

para dizer que te amo

as mesmas dez linhas que separam um poeta de um actor

um irmão de um irmão

sei que muito antes de me leres

vais saber que esta contagem decrescente

te pertence

agora já não tenho dez linhas

só me resta uma

a linha da vida para te amar.

 

António Feio,

em prefácio de baloiçArte, de carlos peres feio

 

»»»*** para ver esta  imagem de Toni Feio no seu contexto clicar: aqui.

 

 

 

Eu não acredito na imortalidade de coisa alguma; e, embora um poema deva valer por si próprio, como obra independente do autor e da sequência da criação a que este se foi dando, eu todavia penso que é mais importante, humanamente, o espírito de peregrinar que o facto conclusivo de haver visitado lugares santos.

 

Jorge de Sena, em prefácio a Poesia I

 


 

onde

 

 

 

 

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