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Category Archives: viagens

o primeiro casal

no ovo universal

 

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Dois dos cinco painéis de

The Days of Creation

de 

Edward Burne-Jones

 

»»»» Graças ao email de  Mario Capelluto e Ida Aranha – inexcedíveis na delicadeza, na partilha – ficámos ainda a saber  ( reproduzimos uma pequena parte do magnífico email-prenda pascal):

 

 

Ovo – Símbolo da Páscoa

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa)  são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, mais tarde, foram assimilados pelas celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera,  onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de Cristo,   fundindo-o com outra festa popular  chamada de Páscoa.

A tradição de presentear com ovos – de verdade mesmo – é muito antiga. Na Ucrânia,  por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza – lá eles têm até nome, pêssanka – em celebração à chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo  também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, eram levados para cozinhar com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera,  a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente a seus pés.

 

Ovos de chocolate

Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus.     Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna)  com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I  (900-924) costumava presentear a realeza e seus súbditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas  na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate  – iguaria vinda da então recém-descoberta América.  Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México,   o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca.  A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à fertilidade por causa de sua grande prole.

 

»»»»**** Absolutamente a não perder: especial Páscoa.

 


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Crenças e Tradições do Barroso

 

No Domingo de Páscoa há a benção das casas. O Compasso é composto de homens que levam cestas para os ovos, açafates para as bicas de manteiga, cabazes para os pães-de-ló, a saca para o dinheiro. Enfeitam a casa, com lençóis do mais branco linho, com que escondem as misérias. Sobre uma mesa põem a oferta para o pároco. Os amancebados ou casados civilmente não têm visita da cruz, assim como os que não pagam ao pároco.

Padre António Lourenço Fontes, em Etnografia Transmontana – Crenças e Tradições do Barroso

 

 

CACHOPO

Tavira – Algarve

 

 

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Quando a máquina fotográfica nos prega a partida, que fazer?

Comprar os  postais possíveis e recorrer ao São Google

para em sítios, como, por exemplo, este rever aspectos da belíssima

aldeia de Cachopo, recordar paisagens e passeios na serra do Caldeirão.

 

 

 

 

 

Trás-os-Montes

 

 

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Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.

 

Francisco José Viegas, excerto de “Trás-os-Montes – Uma estrada no meio dos bosques”, dedicado a Manuel Hermínio Monteiro,  em “A Escrita dos Sítios”, Expresso, 11 de Novembro de 2000.

 

 

 

 

que seria da primavera

 

 

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nestas terras, sem as amendoeiras?

 

»»»*** tradução nossa de:

 

 

Flor de almendro, flor de un día
flor de delicado aroma.
Flor de almendro flor de un día,
el Duero a tus pies asoma.


[…]


¿que sería de la primavera en estas tierras, sin los almendros?


[…]


Trás-os-montes portugueses,
laderas de aceite y vino,
de almendros y naranjales,
de corazones amigos.


Marqués de los Mojones

 


 

Museu de Lanifícios

 

(Núcleo da Real Fábrica de Panos)

 

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Este núcleo, para além de objectivos didácticos e de contribuir para reabilitar a memória do trabalho dos lanifícios na cidade da Covilhã, visa essencialmente, através da recuperação arqueológica, arquitectónica e da história da ocupação do edifício, reconstituir os processos manufactureiros do fabrico e do tingimento dos tecidos de lã mais utilizados em Portugal, nos finais do séc. XVIII.

A Real Fábrica de Panos foi fundada na Covilhã pelo Marquês de Pombal em 1764. Hoje, o antigo edifício está integrado nas instalações da Universidade da Beira Interior.

Vale bem uma visita:

de terça a domingo, incluindo feriados

das 9.30-12.00h / 14.30h-18.00h

Rua Marquês d’Ávila e Bolama

Covilhã – Portugal

 

 

 

As Pequenas Memórias #5

 

(Santa Cruz – Praia Formosa)

 

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»»»*** As Pequenas Memórias – título de livro de José Saramago

 

 

As Pequenas Memórias #4

 

(Alcácer do Sal)

 

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»»»*** As Pequenas Memórias – título de livro de José Saramago

 

 

As Pequenas Memórias #3

 

(Costa Nova)

 

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»»»*** As Pequenas Memórias – título de livro de José Saramago

 

As Pequenas Memórias #2

 

(Castelo de Vide)

 

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»»»*** As Pequenas Memórias – título de livro de José Saramago