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Category Archives: leituras

 

 

podiamsermais

 

(… e ainda mais serão!)

 

psm

 

»»»*** podiamsermais – título do primeiro livro de poemas de carlos peres feio – publicado em Outubro de 2007 -, seguiu-se-lhe, em Fevereiro último,  baloiçArte.

 

»»»***  para conhecer mais poesia de carlos peres feio ver

chinesa do norte-produções no scribd:

*** psm um

*** psm dois

*** psm três

*** psm quatro

*** versos de cpf

*** versos de cpf-2

*** manuscritos de cpf

 

»»»»**** “traço cpf que por aí anda” – ainda no scribd, também  de chinesa do norte-produções:

 


 

 

 

“A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações”

 

 

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Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa. Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrespou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares.

 

Mia Couto, em Contos do Nascer da Terra

 

 

Diego Rivera

 

 

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“Revelação do Caminho”. 1926. Fresco

Universidade de Chapingo, México

 

 

Descobrimos consolações, descobrimos formas de nos alhearmos, aprendemos habilidades com as quais nos enganamos. O essencial, contudo, o caminho dos caminhos, não o encontramos.

 

Hermann Hesse, em Siddhartha, Um poema indiano. Tradução de Pedro Miguel Dias. Público

 

 

 

 

Amadeo de Souza Cardoso

 

(museu em Amarante)

 

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Procissão Corpus Christi

1913, óleo sobre madeira

30×50

 

»»»*** Nossa leitura: este ensaio.


 

 

Trás-os-Montes

 

 

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Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.

 

Francisco José Viegas, excerto de “Trás-os-Montes – Uma estrada no meio dos bosques”, dedicado a Manuel Hermínio Monteiro,  em “A Escrita dos Sítios”, Expresso, 11 de Novembro de 2000.

 

 

Abel Salazar

 

 

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Os tres da vida airadaCócó, Ranheta e Facada

1910, 21×11,4cm

 

 

De Abel Salazar, disse Ferreira de Castro:

« Pela variedade e brilho dos dotes, inclusive os científicos, aparentava-se a alguns dos grandes artistas da Renascença”

 

Casa-Museu Abel Salazar

Rua Dr. Abel Salazar

São Mamede de Infesta – Matosinhos

 

 

 

BUONAROTTI – SISTINA

 

 

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       Talvez fosse destituído de alma. Talvez não passassem os seus súbitos ardores do transbordar de uma incrível força corporal, talvez que, magnífico actor, andasse incessantemente em busca de uma nova maneira de sentir; ou talvez fosse, antes, uma sucessão de atitudes violentas e soberbas, porém arbitrárias, como as que assumem as figuras de Buonarotti nas abóbadas da Sistina.

 

Marguerite Yourcenar, em A Obra ao Negro. Tradução de António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes. Público

 

 

 

 

       A que deverá atribuir-se este relativo desinteresse pela história do nosso teatro? À sua inexistência, que alguns críticos (em quem geralmente, e por isso falam assim, coincide um autor dramático falhado) teimam em proclamar? Decerto que não, pois, apesar de tudo, existe um teatro português, dotado de características próprias – se não como realidade inteiramente conseguida, ao menos como tendência incessantemente perseguida.

 

Luís Francisco Rebello, em História do Teatro Português. Europa-América

 

 

 

George Sand

 

(desenho retirado do caderno de Musset)

 

 
george-sand1

 

  O Sentimento que nos uniu compõe-se de tantas coisas que não se pode comparar a nenhum outro. O Mundo jamais poderá compreender.

 

George Sand em Cartas de Amor, Alfred de Musset e George Sand. Tradução de Margarida Vale do Gato. Relógio D’Água