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Category Archives: fotografia

 

Irreparável

 

à Mónica e ao Alexandre

 

 

porque não escrevi versos

quando meus filhos dormiam

no mesmo quarto

sonos que não se repetem?

olhava-os nas viagens

que suas mentes faziam

em sonhos separados

mas unidos pelo meu olhar.

mais valiosa,

porque não me preocupava com as suas respirações,

não tinha nada de prática a minha vigília

era pura e lúdica

só os olhava

e com tal amor

que me esqueci de escrever estes versos

em devido tempo

embora irreparável

– do que passou

não há registos –

faço fora de prazo esta declaração

de uma saudade grande

de um amor maior.

 

carlos peres feio, em podiamsermais

 

»»»*** Nota sobre a formatação: “Irreparável”, página 67 de podiamsermais, está, como todos os outros poemas do livro, alinhado à esquerda. 
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FOLARES

 

(video RTP)

 

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O folar, fazendo parte do  ritual gastronómico pascal, é, em geral – segundo Sebastião Pessanha, num estudo etnográfico sobre a doçaria popular portuguesa -, um grande doce circular, ou ovalado, guarnecido com um ou mais ovos, meio embebidos na massa de trigo lêveda e resguardados por pequenos troços da mesma, rolados e colocados em grade.

Em certas regiões de Portugal, em especial no Nordeste transmontano, domina o folar gordo recheado com carne de porco, frango, vitela, presunto e salpicão.

 

 

 

 

que seria da primavera

 

 

amendoa

 

nestas terras, sem as amendoeiras?

 

»»»*** tradução nossa de:

 

 

Flor de almendro, flor de un día
flor de delicado aroma.
Flor de almendro flor de un día,
el Duero a tus pies asoma.


[…]


¿que sería de la primavera en estas tierras, sin los almendros?


[…]


Trás-os-montes portugueses,
laderas de aceite y vino,
de almendros y naranjales,
de corazones amigos.


Marqués de los Mojones

 


Dia Mundial do Teatro

 

(caricatura de António Feio do site do Actor)

 

 

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George Sand

 

(desenho retirado do caderno de Musset)

 

 
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  O Sentimento que nos uniu compõe-se de tantas coisas que não se pode comparar a nenhum outro. O Mundo jamais poderá compreender.

 

George Sand em Cartas de Amor, Alfred de Musset e George Sand. Tradução de Margarida Vale do Gato. Relógio D’Água

 

 

 

Museu de Lanifícios

 

(Núcleo da Real Fábrica de Panos)

 

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Este núcleo, para além de objectivos didácticos e de contribuir para reabilitar a memória do trabalho dos lanifícios na cidade da Covilhã, visa essencialmente, através da recuperação arqueológica, arquitectónica e da história da ocupação do edifício, reconstituir os processos manufactureiros do fabrico e do tingimento dos tecidos de lã mais utilizados em Portugal, nos finais do séc. XVIII.

A Real Fábrica de Panos foi fundada na Covilhã pelo Marquês de Pombal em 1764. Hoje, o antigo edifício está integrado nas instalações da Universidade da Beira Interior.

Vale bem uma visita:

de terça a domingo, incluindo feriados

das 9.30-12.00h / 14.30h-18.00h

Rua Marquês d’Ávila e Bolama

Covilhã – Portugal

 

 

 

Da Vinci

 

 

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    Leonardo Da Vinci sempre teve um interesse especial relacionado com a comida […]

       Desconheciam-se, no entanto, escritos seus sobre o tema, até ao aparecimento daquilo que é hoje designado por Codex Romannof, e que se julga ser o livro de notas de Leonardo da Vinci sobre estes assuntos.

 

Da contracapa de Notas de Cozinha de Leonardo Da Vinci.Tradução, edição e produção gráfica: Arte Mágica, centro de edição gráfica, lda.

 

 

 

A PRIMAVERA

 

(Quino – Mafalda)

 

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em que vida, Mafalda, Bandas desenhadas de Quino. Publicações Dom Quixote

 

 

 

Almada

 

(auto-retrato. exposição de caricaturas, 1913. desenho publicado em 

O Século Cómico de 20-3-1913)

 

almada

 

 

 

Ser autor é o caso mais sério que se regista na história da inteligência humana. Ser autor é, depois de saber tudo o que se conhece, trazer-nos inédito o que ainda pertence ao conhecimento geral. O que é efectivamente permanente e quotidiano é a presença individual humana, o caso pessoal de cada um de nós. É esta a única base e o único fim de toda a sociedade.

Eu gosto de procurar sozinho para me encontrar com todos. Não nos esqueçamos nunca de que o destino de cada indivíduo é, afinal, o único acontecimento importante inédito que sucedeu no mundo, no presente e nas gerações.

 

José de Almada Negreiros, em Almada, a cena do corpo. Centro Cultural de Belém

 

 

 

Por isso eu canto #1

 

 

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»»»*** “Por isso eu canto” de um verso de Guerra Junqueiro