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Monthly Archives: Fevereiro 2009

 

Gente Feliz Com Lágrimas

 

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»»» *** Gente Feliz Com Lágrimas – título de livro de João de Melo

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Confesse-se a fundo: «Morreria se não me fosse permitido escrever?» – Examine-se a fundo até encontrar a mais profunda resposta. Se esta resposta for afirmativa, se puder fazer face a uma tão grave interrogação com um forte e simples «Devo», então construa a sua vida segundo esta necessidade. A sua vida, mesmo na hora mais indiferente, mais vazia, deve tornar-se sinal e testemunho de tal impulso. Então aproxime-se da Natureza. Experimente dizer, como se fosse o primeiro homem, o que vê, o que vive, o que ama, o que perde. Não escreva poemas de amor. Evite, de princípio, os temas demasiado correntes; são os mais difíceis.

 

Rainer Maria Rilke, em Cartas a um Poeta. Tradução de Fernanda de Castro. Portugália Editora

 

 


Marcos de Canaveses – Siza Vieira

 

(a propósito destes comentários)

 

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Eu não acredito na imortalidade de coisa alguma; e, embora um poema deva valer por si próprio, como obra independente do autor e da sequência da criação a que este se foi dando, eu todavia penso que é mais importante, humanamente, o espírito de peregrinar que o facto conclusivo de haver visitado lugares santos.

 

Jorge de Sena, em prefácio a Poesia I

 


 

onde

 

 

 

 

    E o mar ao fundo, […] bastava trocar a cadeira de braços pelo “pouf” de couro (onde, minutos antes, ela se tinha sentado) para nem os telhados se divisarem e apenas se ver o mar, como um gato angora, todo estiraçado no peitoril. Então, semicerrando os olhos, adivinhava-se-lhe a pele arrepanhada, muito de leve, pelos dedos quentes de Julho.

 

David Mourão-Ferreira, em “Trepadeira Submersa”,  Os Amantes e Outros Contos. Caminho

 

 

ar-de-moinhos

 

 

Toda a enunciação se inscreve, pois, de forma deliberada ou inocente, num horizonte de completude.

 

François Flahault, em A Fala Intermediária. Via Ed.

 

 

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A vida vivi-a conforme ela foi querendo, nunca torci o caminho ao meu destino. Há coisas que não vale a pena fazer.

 

João Riço Direitinho, em A Casa do Fim. Asa