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No ar que respirávamos havia um sentimento parecido com o amor. Como se bruscamente o mar estivesse perto, havia um assombro e uma exaltação no sangue. Tudo, naqueles anos, era diferente, até o sabor do sonho (talvez eu nunca tenha sido inteiramente feliz, mas sabe-se que a desventura requer paraísos perdidos). Não há homem que não aspire à plenitude, quer dizer, à soma de experiências de que um homem é capaz; não há homem que não tema ser lesado nalguma parte desse património infinito. Mas a minha geração teve tudo, porque primeiro lhe foi proporcionada a glória e depois a derrota.

Jorge Luís Borges, em O Aleph, tradução de Flávio José Cardoso, Planeta-DeAgostini

 

 

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