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Monthly Archives: Abril 2008

 

 

“OFICINA DAS CORES”

ALCABIDECHE

  espaço Montepio – de 3 a 18 de Maio

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Saudades das panhards, meu Tenente? Em boa fé lhe garanto que não. Das pessoas, da sã camaradagem, de alguns locais, de muitas descobertas de vida, lá isso tenho, meu Amigo. E aqui as mulheres da família que o digam, que já devem estar saturadas de ouvir as histórias  sobre essa época. Simpáticas vão fingindo que prestam ainda atenção e eu finjo que não vejo os seus fingimentos.

Um abraço, sem versos, mas de infinita gratidão,

 CNH

 

 

ANJOS NA PRAIA

 

 

anjos na praia

do coral submerso

espera sem ponteiros

tédio no verso

asas sem voo

ouço e converso

rasto dos tempos

eco de lamentos

inesperada espera

 

fogo na noite

na maré cheia

sinais nas algas

sons nos rochedos

afastem os medos

anjos na praia

 

 

Carlos Peres Feio – em PSM

 

 

 

 

também somos uma flor

quando

estamos no seu interior

 

Carlos Peres Feio – em Bird

 

 

 

 

 

 

 

 

             

Ao longe

 

 

 

quando te olho

 

as palavras dentro da cabeça

 

silenciam os lábios por pasmo

 

o  meu ser é um sol nascente onde

 

todo o bosque celebra um só pássaro

 

a tranquilidade que se segue

 

depois do êxtase

 

 acelera a queda no poente

 

 

o recado está dado

 

 a felicidade é isto

 

 

 

Carlos Peres Feio – em PSM

 

 

Janelas Verdes – O Museu

« […]

visitem o Museu! Neste século XXI estamos em posição de melhor que ninguém apreciar a delicadeza e a elegância de tantas peças pinturas e mobiliário.

A criatividade do Homem é sempre um desafio mesmo quando 

a tecnologia não acompanha o sonho. À medida que os materiais se desenvolvem e a tecnologia avança, as realizações humanas não param de nos surpreender. Acima disso tudo está a arte e essa teve sempre realizações excelentes – muitas patentes no acervo ímpar deste Museu»

Em: http://birdbird-birdbird.blogspot.com/2008/04/janelas-verdes-o-museu.html

 

 

 

 

Sim, gosto da escrita, mas como esta palavra adquiriu um sentido metafórico (é uma forma de enunciar, próxima do estilo), tomarei a liberdade […] de arriscar uma palavra nova: gosto da scriptação, da acção pelaqual traçamos manualmente signos. Não só conservo tanto quanto me é possível o prazer de escrever os meus textos à mão, recorrendo apenas àmáquina numa fase final de cópia e de crítica, mas também e sobretudo gosto dos vestígios da actividade gráfica, onde quer que se encontrem: na caligrafia oriental e numa certa pintura, que, portanto, seria melhor chamar «semiografia» […]

Roland Barthes, em O Grão da Voz, Edições 70

 

  •    

Carlos Peres Feio

 


pintor.jpg

 

Gostaríamos muito

de conhecer mais desta Sua Arte, a de Pintor,

Amigo Tenente.

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