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podiamsermais

 

(… e ainda mais serão!)

 

psm

 

»»»*** podiamsermais – título do primeiro livro de poemas de carlos peres feio – publicado em Outubro de 2007 -, seguiu-se-lhe, em Fevereiro último,  baloiçArte.

 

»»»***  para conhecer mais poesia de carlos peres feio ver

chinesa do norte-produções no scribd:

*** psm um

*** psm dois

*** psm três

*** psm quatro

*** versos de cpf

*** versos de cpf-2

*** manuscritos de cpf

 

»»»»**** “traço cpf que por aí anda” – ainda no scribd, também  de chinesa do norte-produções:

 


 

 

Irreparável

 

à Mónica e ao Alexandre

 

 

porque não escrevi versos

quando meus filhos dormiam

no mesmo quarto

sonos que não se repetem?

olhava-os nas viagens

que suas mentes faziam

em sonhos separados

mas unidos pelo meu olhar.

mais valiosa,

porque não me preocupava com as suas respirações,

não tinha nada de prática a minha vigília

era pura e lúdica

só os olhava

e com tal amor

que me esqueci de escrever estes versos

em devido tempo

embora irreparável

– do que passou

não há registos –

faço fora de prazo esta declaração

de uma saudade grande

de um amor maior.

 

carlos peres feio, em podiamsermais

 

»»»*** Nota sobre a formatação: “Irreparável”, página 67 de podiamsermais, está, como todos os outros poemas do livro, alinhado à esquerda. 

 

 

“A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações”

 

 

afc

 

 

Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa. Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrespou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares.

 

Mia Couto, em Contos do Nascer da Terra

 

 

Diego Rivera

 

 

rivera-mexico

 

“Revelação do Caminho”. 1926. Fresco

Universidade de Chapingo, México

 

 

Descobrimos consolações, descobrimos formas de nos alhearmos, aprendemos habilidades com as quais nos enganamos. O essencial, contudo, o caminho dos caminhos, não o encontramos.

 

Hermann Hesse, em Siddhartha, Um poema indiano. Tradução de Pedro Miguel Dias. Público

 

 

o primeiro casal

no ovo universal

 

edward-burne-jones-18751

Dois dos cinco painéis de

The Days of Creation

de 

Edward Burne-Jones

 

»»»» Graças ao email de  Mario Capelluto e Ida Aranha – inexcedíveis na delicadeza, na partilha – ficámos ainda a saber  ( reproduzimos uma pequena parte do magnífico email-prenda pascal):

 

 

Ovo – Símbolo da Páscoa

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa)  são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, mais tarde, foram assimilados pelas celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera,  onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de Cristo,   fundindo-o com outra festa popular  chamada de Páscoa.

A tradição de presentear com ovos – de verdade mesmo – é muito antiga. Na Ucrânia,  por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza – lá eles têm até nome, pêssanka – em celebração à chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo  também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, eram levados para cozinhar com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera,  a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente a seus pés.

 

Ovos de chocolate

Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus.     Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna)  com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I  (900-924) costumava presentear a realeza e seus súbditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas  na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate  – iguaria vinda da então recém-descoberta América.  Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México,   o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca.  A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à fertilidade por causa de sua grande prole.

 

»»»»**** Absolutamente a não perder: especial Páscoa.

 


 

 

Crenças e Tradições do Barroso

 

No Domingo de Páscoa há a benção das casas. O Compasso é composto de homens que levam cestas para os ovos, açafates para as bicas de manteiga, cabazes para os pães-de-ló, a saca para o dinheiro. Enfeitam a casa, com lençóis do mais branco linho, com que escondem as misérias. Sobre uma mesa põem a oferta para o pároco. Os amancebados ou casados civilmente não têm visita da cruz, assim como os que não pagam ao pároco.

Padre António Lourenço Fontes, em Etnografia Transmontana – Crenças e Tradições do Barroso

 

 

CACHOPO

Tavira – Algarve

 

 

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Quando a máquina fotográfica nos prega a partida, que fazer?

Comprar os  postais possíveis e recorrer ao São Google

para em sítios, como, por exemplo, este rever aspectos da belíssima

aldeia de Cachopo, recordar paisagens e passeios na serra do Caldeirão.

 

 

 

 

FOLARES

 

(video RTP)

 

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O folar, fazendo parte do  ritual gastronómico pascal, é, em geral – segundo Sebastião Pessanha, num estudo etnográfico sobre a doçaria popular portuguesa -, um grande doce circular, ou ovalado, guarnecido com um ou mais ovos, meio embebidos na massa de trigo lêveda e resguardados por pequenos troços da mesma, rolados e colocados em grade.

Em certas regiões de Portugal, em especial no Nordeste transmontano, domina o folar gordo recheado com carne de porco, frango, vitela, presunto e salpicão.

 

 

 

 

Amadeo de Souza Cardoso

 

(museu em Amarante)

 

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Procissão Corpus Christi

1913, óleo sobre madeira

30×50

 

»»»*** Nossa leitura: este ensaio.