Arquivos Mensais: Janeiro 2008

ESPANTO

espanto
é conhecer
que um dia
haverá um momento
único
na terra:
o último que se lembrava
de nós
morreu

momento a que chamamos
o nosso encontro
com o cosmos

Carlos Peres Feio – in PSM

Interrompemos, por um período indeterminado, mas que desejamos seja breve, a nossa familiar brincadeira, que, partindo de uma ideia do Pai, nos tem trazido gratos momentos a todas nós.
Até breve, um abraço para os Amigos que tiveram a gentileza de nos acompanhar,
família9horas
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O público está saturado de poético e carente de poesia; o público continua a desconfiar que o que mais vale num livro de versos ainda são os grandes espaços em branco que rodeiam os textos (mas, para apontamentos, sai-lhe mais barato comprar sebentas…); o público teme – e faz bem! – que o ludibriem com o pouco preto que está sobre esse branco e prefere dedicar o seu dinheiro à compra de comida, de roupa, de romances… Mas o público não sabe – e faz mal! – que a poesia não suporta o desleixo nem a coscuvilhice.

[...]

e, salvo melhor opinião, é urgente reabilitar, entre outras, a noção de que um verso tem de ser belo. Belo não significa soante, estentório, lapidado; significa, sim, original e exacto [...]

 

Alexandre O’Neill, in O Comércio do Porto, 10 de Fevereiro de 1959

 

 

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